OZEMPIC – informações

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Acreditamos ser de utilidade e importância, esta informação sobre o medicamento OZEMPIC.

Esta é a informação farmacêutica, lembrando que, SEMPRE, para qualquer duvida, procure SEMPRE quem realmente é habilitado e capacitado para te orientar. Cuidado com que “ACHA”. Procure quem “SABE”.

O Ozempic, assim como outrosmedicamentos que têm a semaglutida como princípio ativo, atua de forma semelhante a um hormônio produzido pelo intestino chamado GLP-1. Esse hormônio estimula a secreção de insulina e suprime a de glucagon (que aumenta os níveis de glicose no sangue).

Ele tem várias funções, mas a mais expressiva é a que melhora a sensibilidade do organismo à insulina e diminui a fome, porque ele controla a sensação fome e saciedade no cérebro

Os efeitos colaterais mais comuns do uso da semaglutida são:

Náuseas ou vômitos;

Dor no estômago;

Azia ou má digestão;

Diarreia ou prisão de ventre;

Excesso de gases intestinais;

Arrotos frequentes;

Perda do apetite;

Dificuldade para engolir;

Hipoglicemia;

Ansiedade ou depressão;

Dor de cabeça;

Tontura;

Cansaço.

É importante procurar atendimento médico imediatamente ou o pronto socorro mais próximo caso surjam sintomas como diminuição da quantidade de urina, náuseas e vômitos intensos que não melhoram, dor no estômago ou na barriga intensos, visão turva ou embaçada, rouquidão, falta de ar, batimentos cardíacos acelerados, pele ou olhos amarelados, inchaço, diarreia aquosa ou com sangue.

Além disso, deve-se comunicar ao médico caso a pessoa apresente alterações de humor ou comportamento, depressão, ansiedade, falar ou pensar em se machucar ou pensamentos sobre suicídio.

A semaglutida também pode causar efeitos menos comuns, como inflamação no pâncreas (pancreatite), pedra na vesícula e alterações no gosto dos alimentos.

No caso das injeções, podem surgir efeitos colaterais no local da injeção, como dor, coceira, irritação, lesão e manchas roxas perto do local a semaglutida foi aplicada.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados durante o tratamento com a semaglutida são importantes, como:

Não utilizar a semaglutida sem que tenha sido indicado pelo médico;

Tomar ou aplicar a semaglutida nos horários certos, conforme orientado pelo médico;

Não aumentar a dose da semaglutida por conta própria, mas somente após avaliação e indicação médica;

Informar ao médico todos os medicamentos que utiliza, incluindo vitaminas ou suplementos alimentares, pois a semaglutida pode interferir na absorção desses medicamentos;

Fazer a dieta e os exercícios físicos recomendados pelo médico;

Comer em pequenas quantidades e em intervalos mais curtos;

Beber pelo menos 2 L de água por dia, para manter o corpo hidratado, e evitar a desidratação no caso de diarreia ou vômitos;

Evitar alimentos muitos quentes, pois o vapor do alimento pode causar náusea e vômito;

Evitar consumir bebidas alcoólicas;

Informar ao médico imediatamente caso engravide durante o tratamento.

Além disso, deve-se fazer o acompanhamento médico regularmente e comunicar ao médico os efeitos colaterais da semaglutida, para que o tratamento seja reavaliado.

O paciente pode parar de usar o OZEMPIC?

Depende

  • Se o paciente é diabético, ele deve trocar de medicamento pois ele é GLP-1 é glicose-dependente
  • Se o paciente não é diabético, ele está usando APENAS para emagrecimento ele tem GLP-1 então…pode parar o OZEMPIC

ATUAÇÃO DO OZEMPIC (ESSE ENTENDIMENTO É FUNDAMENTAL PARA QUEM PRESCREVE ESSE MEDICAMENTO)

A família de peptídeos derivados do glucagon consiste de três peptídeos altamente relacionados a uma família maior de hormônios e neuropeptídeos, que incluem glucagon, secretina, GIP (gastric inhibitory polypeptide), PACAP (pituitary adenylate cyclase-activating polypeptide), e VIP (vasoactive intestinal peptide), e os peptídeos semelhantes ao glucagon, ou glucagon-like, GLP-1 e GLP-2 (1,2). Embora a atividade biológica do glucagon como hormônio contra-regulatório tenha sido descrita há mais de nove décadas, alguns papéis do GLP-1 foram elucidados apenas em estudos recentes: entre eles sua atividade antidiabética e, no caso do GLP-2, sua função estimuladora do crescimento do intestino (1). Diferentemente do glucagon, que é secretado no pâncreas, os peptídeos semelhantes ao glucagon, GLPs, são sintetizados no intestino em células epiteliais de função enteroendócrina, chamadas células L, onde são sujeitos à influência de nutrientes luminais e sinais neuroendócrinos (1,2). Sabe-se também que a secreção de GLP-1 na circulação sistêmica acompanha a ingestão de uma refeição (1,2).

O peptídeo glucagon-like 1-(7-36)-amide (GLP-1) é um hormônio com potente ação hipoglicemiante (2). Ele possui um espectro de atividades que se opõem aos sintomas da diabetes (3). O GLP-1 se liga a receptores de proteína G com alta afinidade (GPCRs) localizadas nas células pancreáticas beta, e exerce ação insulinotrópica que inclui estimulação da transcrição do gene da insulina, biosíntese e secreção da insulina (2,4). Estas atividades são glicose-dependente (3). Algumas ações benéficas, como fator de crescimento, também foram descritas, como o estímulo à formação de novas ilhotas pancreáticas e retardamento do processo de apoptose de células beta (2).

A descrição do papel da dipeptidil peptidase IV (DDP-IV) em determinar a estabilidade metabólica da GLP-1 (GLP-1 é inativada rapidamente pela DDP-IV) levou à elaboração de duas estratégias terapêuticas: a criação de análogos de GLP-1 que sejam resistentes à enzima e sintetização de peptídeos inibidores da enzima, que elevam o nível de GLP-1 endógeno intacto (2,3). Estas abordagens potencializam as vantagens terapêuticas do uso de GLP-1 no controle do diabetes e mantêm o risco de hipoglicemia baixo, já que a ação da GLP-1 é glicose-dependente (3).

Na elaboração de peptídeos sintéticos, foi muito importante assegurar sua resistência à hidrólise enzimática. A acilação gordurosa e um complexo de afinidade a droga (DAC) são modificações adicionais incorporadas ao GLP-1 para melhorar a ligação a albumina sérica e diminuir o clareamento renal da droga. NN2211, LY315902, LY307161, e CJC-1131 são exemplos de peptídeos sintéticos análogos ao GLP-1 que reproduzem várias das ações biológicas do GLP-1, porém com ação de duração mais prolongada. O AC2993 (Exendin-4) é um peptídeo que existe normalmente em uma espécie de lagarto (Heloderma) e age como um agonista de alta afinidade ao receptor do GLP-1 (2).

Em voluntários saudáveis, a administração subcutânea ou endovenosa de GLP-1 concomitante à de glicose resulta em hipoglicemia. Em pacientes obesos com diabetes tipo 2 e com resistência à insulina, o GLP-1 não causa hipoglicemia (4). Em pacientes diabéticos com sensibilidade à insulina normal ou próxima do normal, uma injeção subcutânea de 1,5µ mol de GLP-1/kg peso corpóreo seguida de uma injeção em bolo de glicose leva, no momento do pico de ação do GLP-1, o aumento de glicemia sérica de 15 mmol/l, seguida rapidamente de decréscimo e estabilização em 7,2-7,5 mmol/l (média 3,1-10,9) após 90 minutos. Não foram observados sintomas de hipoglicemia ou hipoglicemia bioquimicamente detectada. A terapia com GLP-1 não está associada, portanto, a risco de hipoglicemia em pacientes diabéticos, independentemente da sua resistência insulínica (4). Em pacientes diabéticos tipo 2 idosos, em que a doença se instaurou mais tardiamente, o GLP-1 é uma proposta terapêutica promissora. Em diabéticos idosos recebendo GLP-1 por 12 semanas seguidas, a secreção de insulina induzida por glicose melhorou (pré: 119 ± 21; pós: 202 ± 51 pmol/l; p < 0,05) (5). Os efeitos parecem ser dose-dependentes, mas, mesmo em doses de rGLP-1 (recombinant glucagon-like peptide-1 (7-36) amide) de 1,5µ mol rGLP-1/kg, não foram observados efeitos adversos ou sintomas relacionados ao seu uso (6).

Referências:

  1. Brubaker PL, Anini Y. Direct and indirect mechanisms regulating secretion of glucagon-like peptide-1 and glucagon-like peptide-2. Can J Physiol Pharmacol. 2003;81(11):1005-12.
  2. Holz GG, Chepurny OG. Glucagon-like peptide-1 synthetic analogs: new therapeutic agents for use in the treatment of diabetes mellitus. Curr Med Chem. 2003;10(22):2471-83.
  3. Deacon CF, Holst JJ, Carr RD. Glucagon-like peptide-1: a basis for new approaches to the management of diabetes. Drugs Today (Barc). 1999;35(3):159-70.
  4. Knop FK, Vilsboll T, Larsen S, Madsbad S, Holst JJ, Krarup T. No hypoglycemia after subcutaneous administration of glucagon-like peptide-1 in lean type 2 diabetic patients and in patients with diabetes secondary to chronic pancreatitis. Diabetes Care. 2003;26(9):2581-7.
  5. Meneilly GS, Greig N, Tildesley H, Habener JF, Egan JM, Elahi D. Effects of 3 months of continuous subcutaneous administration of glucagon-like peptide 1 in elderly patients with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2003;26(10):2835-41.
  6. Ehlers MR, Klaff LJ, D’Alessio DA, Brazg R, Kay HD, Harley RE, Mathisen AL, Schneider R. Recombinant glucagon-like peptide-1 (7-36 amide) lowers fasting serum glucose in a broad spectrum of patients with type 2 diabetes. Horm Metab Res. 2003;35(10):611-6.

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‘um olhar além da DOR”

Dr. Lauro Yoiti Marubayashi – médico – CRM 43380 – RQE 45779
Dra. Célia Wada – Farmacêutica – CRF – SP – 7043

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