Melhorando a DOR – AET integrativa

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ANÁLISE ERGONÔMICA INTEGRATIVA.

Mais uma vez, a equipe do INSTITUTO CADOR e da MUNDOERGONOMIA saem na vanguarda!
A equipe de desenvolvimento de projetos do INSTITUTOCADOR e da Mundoergonomia resolveu fazer uma entrevista com alguns dos envolvidos nesse novo estudo que o grupo está desenvolvendo, para tornar mais fácil o entendimento aos empresários que sempre solicitam AET convencional de acordo com as exigências legais (NR1, NR17, Lei Nº 13.146 de 06 de julho de 2015 entre outras várias legislações pertinentes econgruente).

É interessante mencionar aqui, que o grupo tem profissionais de várias áreas, atuam em vários segmentos e apesar da grande diversidade de profissionais, de produtos e de serviços, todos eles acabam tendo uma convergência que é a melhoria da Qualidade de Vida das pessoas.
É interessante explicar que, a AET integrativa surgiu da necessidade de ir além da Ergonomia em uma
visão simples. Isso é muito simples de se explicar bem resumidamente: A falta de Ergonomia acarreta uma patologia e essa patologia acarreta DOR.

Durante longa experiência na área de Ergonomia, verificava-se que apenas usar os parâmetros
preconizados pela NR17, nem sempre faziam com que o colaborador ficasse sem DOR. Daí, seria preciso cuidar dessa dor. Porém, apenas cuidar dessa dor, muitas vezes essa dor retornava…, a insatisfação continuava, os sintomas ficavam variados, mas não se estabelecia um estado de saúde perfeito. Era necessário saber o porquê que a dor se instalou.

A resposta vai muito além do cumprimento da NR17. Muito além das manobras para combater essa dor. Com vastíssima experiência em Ergonomia e com vastíssima experiência em DOR, os amigos, Dr. Lauro Marubayashi e Eng. Osny Telles Orselli se juntam, conversam, discutem e percebem que…a qualidade de vida está muito além das leis…

Para cada situação, uma solução, uma padronização.

Dr. Lauro, por que o senhor se interessou por esse tema?

Dr. Lauro“Como você sabe, apesar de ser clínico e anestesista, meu foco sempre foi eliminar ou minimizar a DOR. Por isso, fundei a clínica de DOR há mais de 30 anos. Na verdade, no Instituto CADOR, temos pacientes com todo tipo de dor, mas dores músculo esqueléticas e até mesmo dores difusas, fibromialgias, distensões etc., estão aumentando muito até em pessoas mais jovens e, percebemos que muitas vezes tratávamos e a pessoa melhorava, mas muitas vezes, retorna, ou seja, eliminávamos a dor, mas não eliminávamos o foco. A DOR voltava. Então deveriam ter mais coisas a serem abordadas. A CADOR foi criada pela necessidade de proporcionar alívio e melhor qualidade de vida ao pacientes com dor crônica, aguda, pós cirúrgicas e a pacientes terminais.
O objetivo inicial era promover a diminuição do número de internações e melhora da qualidade de vida, buscando o alívio de qualquer tipo de dor através de uma abordagem que vai desde o cuidado físico até o emocional.
Nossa especialidade e abrangência foi aumentando e agora, frente aos problemas enfrentados por toda população, a visão está sendo ampliada para outros focos de DOR. Hoje vamos muito além da visão sistêmica da dor estritamente física. Precisamos entender os pacientes e o porquê de estarem sentindo aquela dor.”

Engenheiro Osny, por que o Dr. Lauro se interessou por esse tema?

Eng. Osny – “Como você sabe, apesar de ser engenheiro mecânico e de segurança do trabalho, sou Ergonomista de raiz, ou seja, conheci Ergonomia muito antes desse tema chegar ao Brasil de maneira legal. Aprendi e cursei essa matéria nos Estados Unidos, aprendendo a me dedicar ao tema de corpo e alma. Com o decorrer do tempo, também fui percebendo que existiam muito mais fatores para serem agregados às simples normas de efeito alavanca, cálculos de pesos x deslocamento x pessoas, determinantes da NR17 e outras observações onde, mesmo com meu conhecimento de engenharia de processo e biométrica, a resolução não era satisfatória e, como disse o Dr. Lauro, deveriam ter mais coisas a serem abordadas.

Nos Estados Unidos aprendi que eles investem em Ergonomia e esperam retorno como bons capitalistas. Trabalhadores (eles que criaram o terno associados – o trabalhador é sócio) com melhor qualidade de vida mais saudáveis e, principalmente, com menos dor … produzem mais, erram menos, cresce o moral e o espírito de time. A empresa ganha com isso e o colaborador também! Todos ganham, até o Governo.

Isso mostra que não basta cuidar da ergonomia (e agora da saúde) do associado melhorando apenas o posto de trabalho. É preciso ir além e cuidar da saúde também. Dentro e fora do ambiente de trabalho, pois do contrário quem paga a conta é o posto de trabalho. Lembrem-se como é difícil definir (e provar na justiça) a fronteira dentro e fora da empresa (e o famoso nexo causal.)”

Então, na realidade, tudo foi se construindo, pesquisando e ampliando. Tanto as observações quanto as equipes, certo?

Eng. Osny“Sim…fomos juntando casos e experiências nas nossas empresas. Eu sempre falando da Ergonomia e o Dr. Lauro das dores…. No início eram apenas bate papo de amigos totalmente aleatório e, posteriormente, fomos percebendo que tudo é parte de um ciclo …. fomos percebendo as necessidades, acoplando as ideias, e percebendo que… deveríamos buscar mais coisas para serem  abordadas. Assim uma análise ergonômica do trabalho ideal deve englobar a Medicina Integrativa e ver o associado como um todo em sua saúde  e porque não incluir a família, concorda ? ” 

Dr. Lauro “É, esse processo foi muito interessante porque estávamos transformando nossa clínica de DOR em um Instituto – o Instituto CADOR que começou a ter uma visão além da dor pontual do paciente. Passamos a trabalhar a Medicina Integrativa  com o foco de melhorar a qualidade de vida das pessoas e, evidente, faríamos isso eliminado a DOR. E, então, como eliminar a DOR sem eliminar o FOCO DA DOR? Para se eliminar a DOR, é necessária um abordagem completa da situação do paciente, desde seus aspectos físicos até os aspectos emocionais, inclusive, espirituais. As condições perfeitas do trabalho para o nosso paciente é fundamental.”

Então, resumindo, os profissionais foram se juntando, integrando suas expertises, suas empresas e suas paixões sobre a melhoria da qualidade de vida.

Da Medicina Integrativa e da AET surgiu a AET – Integrativa. O assunto é muito amplo e seriam necessárias muitas laudas desse artigo para tentar esclarecer completamente esse trabalho integrativo, essa medicina integrativa e essa análise ergonômica integrativa, enfim, muitas observações.

Alguns desses artigos e assuntos podem ser lidos nos links da Mundoergonomia, do Instituto CADOR, da CMQV e do Portal Consultevida.

Como estamos focados em falar da AET Integrativa, vamos dar uma breve explicação do que é essa análise:

AET é a sigla para Análise Ergonômica do Trabalho. Esse é um documento exigido pela NR 17 que tem como objetivo analisar as condições de trabalho dentro de uma organização e, a partir disso, identificar problemas ou riscos ergonômicos para os trabalhadores. Nessa análise é incluída uma proposta de planos de ação para que a situação de trabalho seja adaptada aos colaboradores, minimizando os riscos à saúde. Dessa forma, com a AET, você é capaz de diagnosticar os principais problemas ergonômicos. Temos também, o LAUDO ERGONÔMICO que é um documento no qual são descritas as condições de trabalho de determinado posto ou o laudo de um determinado produto sem a correlação com quem está utilizando. Um produto pode ser ergonômico, mas não está colocado adequadamente de forma a não deixar o posto ergonomicamente correto. Pessoas são diferentes, a famosas medidas antropométricas sempre importantes.  E, ainda, determinadas atividades é necessário um bom condicionamento físico.

A AET Integrativa integra o posto, o ambiente do posto, o colaborador e as condições do colaborador verificando até mesmo a alimentação e hábitos correta para aquela atividade, seu horário etc. A nutrição é a energia do colaborador e deve estar em conformidade com a necessidade da operação. Dependendo do posto e da atividade, condições físicas, emocionais e nutricionais são determinantes de desempenho positivo, negativo ou mesmo, exclusivo.

De uma forma ideal, a AET integrativa deve ser feita previamente à contratação do colaborador para desenhar previamente o perfil ideal para aquele posto. E claro, com o associado escolhido, analisar a sua saúde.

Com base na descritiva e característica do posto, antes de ter um colaborador trabalhando, é feito, em primeiro lugar a adequação ergonômica do posto e, posteriormente, são estudadas as características ideais do colaborador. Essa AET integrativa é feita previamente para auxiliar o RH na contratação do colaborador com as características mais adequado para o posto e mais ainda, com as características eliminatórias. Exemplo, para operar um forno de alta temperatura, um paciente diabético ou com alta hemoglobina glicosilada, não será recomendado mesmo que todas as outras características estejam adequadas.

É fornecido ao RH uma planilha com os dados básicos positivos, negativos e eliminatórios para aquele determinado posto.

Caso o posto já tenha um colaborador, examina-se todas as características do posto e do operador para realmente estabelecer se o operador tem ou não a possibilidade de continuar no posto mediando os riscos x benefícios para tal.

Veja que tudo vai de encontro ao E-Social e seu objetivo maior: A Saúde do Trabalhador e seu bem-estar.

Muito importante ressaltar. A AET integrativa leva em conta além do estado emocional do colaborador, a importância da saúde do associado fora do trabalho e a saúde de sua família. \o que ele faz fora do trabalho? Estuda a noite, meio de transporte, hobbies etc.

Família com boa saúde não produz traumas emocionais tal maléficos que disparam patologias graves e crônicas de difícil e longo tratamento em função de um trauma emocional dele oriundo de alguém da família.

É um trabalho maravilhoso e, como pode ser observado, vários profissionais estão envolvidos nessa análise afinal. A Ergonomia não se resumo à NR17. A Ergonomia é a ciência do conforto e não se tem conforto, se estiver com qualquer DOR.

Esperamos que tenham apreciado esse “bate papo com os especialistas”

Em breve Dr. Lauro e o Eng Osny farão um vídeo mais elucidativo.

O assunto é extremamente interessante, acompanhe em nossos sites

 Equipe de projetos

 www.mundoergonomia.com.br  / www.institutocador.com.br

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